Sai o Vestibular, Entra o Novo Enem
Saiba como importantes colégios da região estão se preparando para as mudanças que serão feitas no exame a partir de 2010
O Ministério da Educação (MEC) apresentou uma nova proposta para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Além de unificar o sistema nas universidades federais, o governo pretende dar subsídios para que as seleções sejam feitas com maior critério nas instituições privadas. As provas, previstas para os dias 3 e 4 de outubro, terão uma redação e 200 questões de múltipla escolha, 50 para cada uma das quatro disciplinas: linguagens e códigos, matemática, ciências da natureza e humanas (antes eram 63). Casa Bairro foi entender como essas decisões modificaram os métodos de importantes colégios da região e a rotina de seus alunos.
Esther Carvalho, diretora-geral da unidade Higienópolis do Colégio Rio Branco, aposta que as mudanças no Enem, o seu uso pelas diferentes universidades e a diversidade no formato dos vestibulares “trarão à tona uma mudança significativa, capaz de modernizar o ensino no País”. Na sua avaliação, a mudança vai gerar uma perspectiva positiva, “afinada com a proposta pedagógica defendida e praticada pelo Rio Branco”. Na prática, acrescenta ela, a contextualização e a interdisciplinaridade das questões exigirão do aluno a compreensão e a aplicação do conhecimento na vida prática, competências que eles demonstrarão nos exames vestibulares.
Maria Angélica Mendes de Almeida, coordenadora pedagógica do Colégio Hugo Sarmento, na Vila Madalena, tem acompanhado atentamente as mudanças. “A base do exame será a mesma, mas será exigido um maior preparo dos alunos. Nesse ponto, será mais cansativo”, projeta. No modelo antigo, os alunos faziam os exames em dois domingos. Agora, terão apenas um único final de semana. César Bertioli, coordenador pedagógico do Colégio Global, em Perdizes, tem preocupação semelhante. “É uma carga muito grande, capaz de gerar fadiga mental e física. Além disso, perde-se a qualidade da aplicação da prova”, avalia. Outra questão apontada por Bertioli diz respeito ao material didático. “Na prática, muda bastante para o colégio, já que o material didático está editado no modelo antigo, no linguajar popular”, diz. Ele deixa claro que não é contra as mudanças. “Sou a favor. É a tendência. Só acho que não precisavam ser feitas no meio do ano letivo”, argumenta.
Alunos do último ano do ensino médio do Colégio Sagrado Coração de Jesus, em Perdizes, também acham que as mudanças poderiam ficar para mais tarde. “É difícil para a adaptação dos alunos. As mudanças são muito complexas”, desabafa Gabriel Moraes, 17 anos. Karina Carvalho de Mendonça, 17 anos, gostou das novas regras. “Penso apenas que poderiam ficar para 2011”. Larissa Moreira Carneiro Rezeck, 17 anos, lembra das mudanças aprovadas pela USP para o vestibular de 2010. A primeira fase continua com 90 questões de múltipla escolha, mas será eliminatória e sua nota não entrará mais no cálculo da segunda fase. “Acho justo. Tinha aluno que passava para a segunda fase só chutando respostas”.
Glaucia Pena
























































